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Ensaios CBR para Pavimentação Viária em Manaus

A BR-174, que conecta Manaus ao norte do país, enfrenta desafios sazonais que nem sempre são visíveis no asfalto. A argila siltosa da Formação Alter do Chão, predominante na capital amazonense, reage de forma imprevisível à chuva. O índice pluviométrico local ultrapassa 2.200 mm anuais.
Por isso, o ensaio CBR para projeto viário precisa ir além do procedimento padrão. A saturação prolongada das amostras, a imersão por 96 horas e a leitura da expansão são etapas que executamos com controle rigoroso de temperatura e umidade — iguais às que modelamos nos trechos de maior criticidade da zona leste da cidade. O ensaio de granulometria é o primeiro passo para classificar esses materiais antes de moldar os corpos de prova.

Com expansão acima de 2% o subleito de Manaus trava qualquer cronograma. A imersão prolongada é a única forma de antecipar esse comportamento.

Como trabalhamos

Em um loteamento recente no bairro Tarumã, recebemos material de corte com uma mistura de areia fina e laterita que exigiu energia de compactação diferente em cada camada do pavimento.
O CBR de campo ficou 3% abaixo do previsto na primeira bateria — e a equipe de terraplenagem precisou ajustar o teor de umidade antes de liberar a sub-base.
O estudo CBR para projeto viário contempla a compactação na energia Proctor intermediário, leitura de expansão a cada 24 horas e o ensaio de penetração com pistão calibrado.
Para entender o comportamento do subleito antes de definir a estrutura do pavimento, combinamos esses dados com o ensaio de Proctor normal e intermediário. O resultado é uma curva de compactação realista — não teórica — que reflete o material que a motoniveladora vai encontrar na obra.
Ensaios CBR para Pavimentação Viária em Manaus

Particularidades da região

Quando o solo da região fica encharcado, perde capacidade de suporte — cenário ignorado por um ensaio CBR sem saturação. Em Manaus, o lençol freático do subleito acompanha a oscilação de até 15 metros na cota do Rio Negro entre cheia e vazante. A argila siltosa expande volumetricamente podendo erguer a camada de base em semanas. Projetistas que recebem laudos com CBR saturado baixo optam por aumentar a espessura da base, estabilizar o subleito com cal ou alterar o greide. O custo de omitir essa etapa não surge na terraplenagem, mas sim no recapeamento precoce. Nenhum ensaio seco consegue simular o regime de umidade imposto pelo ciclo hidrológico do Rio Negro.

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Material audiovisual

Normas de referência

As normas aplicáveis ao ensaio incluem DNIT 172/2016 – ME (determinação do ISC), DNIT 164/2013 – ME (compactação com amostras não trabalhadas), ABNT NBR 9895:2016 (ISC) e DNIT 049/2014 – ES (sub-base estabilizada granulometricamente).

Serviços técnicos associados

01

Coleta e preparação de amostras

No laboratório central de Manaus, após a coleta de blocos indeformados ou amostras em sacos conforme DNIT 010/2004 – PRO, realiza-se secagem prévia, destorroamento e quarteamento.

02

Compactação na energia especificada

A umidade ótima e a massa específica seca máxima são obtidas pelo ensaio Proctor Normal ou Intermediário, utilizando cinco pontos de umidade e, no mínimo, dois corpos de prova para cada ponto.

03

Imersão e leitura de expansão

Os corpos de prova são submersos por 96 horas sob sobrecarga padrão, com leituras diárias realizadas por extensômetro mecânico de precisão 0,01 mm. Anota-se a expansão percentual acumulada.

04

Ensaio de penetração CBR

A ruptura é feita em prensa com velocidade de 1,27 mm/min. Calcula-se o CBR para penetrações de 2,54 mm e 5,08 mm, gerando a curva pressão-penetração e emitindo o laudo final assinado.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNIT 172/2016 – ME (Solos)
Diâmetro do pistão49,6 mm (área 19,32 cm²)
Velocidade de penetração1,27 mm/min
Tempo de imersão padrão96 horas (4 dias)
Sobrecarga durante imersão4,54 kg (anéis padrão)
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário
Índice de Suporte CalifórniaCBR (%) para penetração 2,54 mm e 5,08 mm
Expansão medidaLeituras a cada 24h com extensômetro 0,01 mm

Perguntas e respostas

Qual a diferença do CBR saturado para o CBR seco?

Na região amazônica, o CBR saturado representa a condição mais severa para pavimentos, pois o solo fica imerso por 96 horas, refletindo o lençol freático elevado e chuvas intensas de Manaus. Já o CBR seco serve apenas como referência laboratorial e não é adequado para dimensionamento de pavimentos na Amazônia.

Qual o valor mínimo de CBR aceitável para subleito?

Embora a DNIT 141/2010 – ES exija CBR ≥ 2% para subleito natural, em Manaus recomenda-se CBR saturado ≥ 4% para prevenir deformações permanentes, principalmente em solos siltosos da Formação Alter do Chão.

Quanto custa um ensaio CBR completo?

O custo de um ensaio CBR, que inclui compactação Proctor, imersão de 96 horas e penetração, começa em $100.000 por ponto de amostragem, podendo variar com o número de pontos e a energia de compactação requerida.

Quanto tempo leva para sair o resultado do CBR?

O procedimento exige pelo menos 5 dias úteis: um dia para compactar os corpos de prova, quatro dias de imersão (96 horas) e um dia adicional para o ensaio de penetração, análise e entrega do laudo técnico assinado.

O CBR pode ser feito com amostra de campo compactada na própria obra?

Sim. Podemos moldar corpos de prova com a amostra enviada pela equipe de terraplenagem, desde que acondicionada em sacos herméticos e transportada sem perda de umidade. O laudo especifica a energia de compactação e a origem do material — essencial para controle tecnológico de aterros em Manaus. Mais info.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Manaus e arredores.

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