A cidade de Manaus encontra-se sobre os sedimentos terciários da Formação Alter do Chão, onde ao longo dos igarapés há vastas camadas de argilas moles de origem aluvionar. No ano de 2023, foram licenciadas mais de 18 mil novas unidades habitacionais, todas necessitando de aterros controlados. O ensaio de densidade in situ com frasco de areia, realizado em Manaus, supre uma lacuna do controle laboratorial: verificar se o grau de compactação do projeto foi efetivamente alcançado na camada executada. Esse procedimento é normatizado pela ABNT NBR 7185:2016. Comprometemo-nos a entregar o resultado no mesmo dia, pois a obra não pode sofrer paralisações. Nos solos lateríticos típicos locais, as concreções ferruginosas demandam cautela ao cravar a placa de base, conhecimento adquirido apenas com repetidas execuções nas condições reais de Manaus. Para complementar o controle, realizamos o ensaio Proctor visando à curva de referência do mesmo material extraído da obra.
Em Manaus controlamos compactação sobre lateritas e argilas moles com cone de areia calibrado, entregando o resultado no mesmo turno de execução.
Como trabalhamos
Ao contrário do densímetro nuclear, o cone de areia não sofre restrição de uso em áreas urbanas adensadas nem exige licenciamento radiológico da CNEN. Em aterros sobre argilas moles do Tarumã e da zona leste, associamos o controle de compactação com a verificação de estabilidade de taludes quando o aterro serve de plataforma para equipamentos pesados.
Particularidades da região
Nas obras de Manaus, o equívoco mais frequente consiste em aterrar sobre argilas orgânicas sem removê-las antes, tentando depois compensar com compactação adicional. O ensaio de cone de areia pode indicar densidade elevada na camada superficial, porém o recalque diferencial surge em poucas semanas devido à cedência do substrato mole. Outro erro comum é o uso de areia de calibração contaminada por umidade, que altera o peso específico aparente e subestima o cálculo da densidade do solo em até 8%, ocultando deficiências de compactação. A equipe de inspeção precisa compreender a dinâmica hidrológica dos igarapés de Manaus — com lençol freático elevado na estação chuvosa, é necessário rebaixamento local para executar o furo sem desmoronamento das paredes. Sem o ensaio de densidade in situ, a construtora presume que o Proctor laboratorial reflete a camada real, o que é raro em solos tropicais heterogêneos.
Normas de referência
Dentre os padrões técnicos empregados estão a ABNT NBR 7185:2016 para determinação da massa específica aparente in situ com frasco de areia, a ASTM D1556 / AASHTO T-191 que é o método padrão americano para densidade do solo in situ pelo cone de areia, e a ABNT NBR 5681:2015 que trata do controle tecnológico de aterros em edificações.
Serviços técnicos associados
Ensaio de densidade in situ (cone de areia)
Realizamos a determinação da massa específica aparente seca e do grau de compactação in situ conforme a ABNT NBR 7185, emitindo relatório que contém coordenadas do ponto, profundidade, umidade higroscópica e desvio relativo à energia de compactação prevista (Normal ou Modificada).
Controle de compactação em aterros e reaterros
Programa completo de controle tecnológico: ensaio Proctor de referência, caracterização granulométrica, limites de Atterberg e ensaios de densidade in situ por camada. Aplicável a aterros estruturais, bases de pavimentos e reaterros de valas.
Parâmetros típicos
Perguntas e respostas
Qual o preço do ensaio de cone de areia em Manaus?
Em Manaus, o ensaio de densidade in situ com frasco de areia tem preço inicial de $100.000 por ponto, englobando deslocamento no perímetro urbano, execução segundo a NBR 7185 e relatório técnico com grau de compactação. O custo final varia conforme a quantidade de pontos e a distância até o local da obra.
Em quais tipos de solo o cone de areia funciona melhor?
Este método é aplicável a solos compactados cujas partículas têm diâmetro máximo de 19 mm. Em Manaus, apresenta bom desempenho em lateritas argilosas e siltosas da Formação Alter do Chão. Não é recomendado para solos que contenham pedregulhos de grande dimensão ou que estejam tão úmidos que desmoronem durante a escavação do furo.
Com que frequência devo fazer o ensaio durante a terraplenagem?
Segundo a NBR 5681, deve-se realizar pelo menos um ensaio a cada 100 m² por camada compactada. Em obras lineares, como os acessos viários do Distrito Industrial de Manaus, distribuímos os pontos a cada 20 metros por faixa de rolamento, alternando entre bordo esquerdo, eixo e bordo direito.
O ensaio de cone de areia substitui o controle de laboratório?
Não. O frasco de areia mede a densidade in situ, porém para comparar com a densidade máxima de referência é necessário o ensaio Proctor em laboratório sobre amostra representativa do mesmo material compactado na obra. Os dois ensaios se complementam.
