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Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Manaus

Manaus assenta sobre a Formação Alter do Chão, com arenitos e argilitos que desafiam qualquer cronograma de obra quando a água subterrânea aparece. A cidade, com seus mais de 2 milhões de habitantes e situada a apenas 92 metros acima do nível do mar, convive com lençol freático elevado e solos de permeabilidade muito variável. Já encontramos aquíferos confinados a menos de 6 metros de profundidade no bairro do Distrito Industrial, e isso muda completamente a estratégia de rebaixamento. O ensaio de permeabilidade Lefranc/Lugeon entrega o coeficiente k in situ sem as distorções das amostras remoldadas de laboratório. Para obra que exige previsibilidade, seja uma escavação profunda ou uma fundação em margem de igarapé, é o dado que separa o projeto viável do imprevisto caro. Antes de mobilizar equipe, convém avaliar a estratigrafia com sondagens SPT e definir os trechos onde o ensaio de carga hidráulica realmente se justifica.

O valor de Lugeon não é um número fixo: é a resposta do maciço à pressão. Interpretar a curva de fluxo evita subestimar fraturas que se abrem com a carga hidráulica.

Metodologia e escopo

Executamos o Lefranc em furos de sondagem com trecho isolado por obturador, aplicando carga constante ou variável conforme a permeabilidade esperada. Em Manaus, onde os arenitos da Formação Alter do Chão apresentam fraturamento imprevisível, o ensaio Lugeon é indispensável: injetamos água em estágios de pressão crescente e decrescente para capturar o comportamento hidráulico do maciço rochoso. O resultado não é só um número de Lugeon — é a curva de fluxo que revela se a fratura abre, fecha ou colmata. Já monitoramos um maciço no Tarumã onde a permeabilidade saltou de 5 para 45 Lugeon entre dois estágios de pressão. Esse dado redirecionou todo o projeto de injeção de calda de cimento. Para aterros sobre solos moles da várzea, o ensaio de permeabilidade em campo complementa a investigação com ensaio CPT e granulometria, fechando o modelo hidrogeológico necessário ao dimensionamento de drenos e filtros.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Manaus

Considerações locais

A Formação Alter do Chão em Manaus alterna arenitos friáveis e argilitos impermeáveis em lentes descontínuas. Um furo que encontra arenito limpo a 8 metros pode atravessar um selo argiloso a 12 metros e atingir um aquífero confinado com pressão artesiana. Sem o ensaio de permeabilidade in situ, o rebaixamento subdimensionado enfrenta surgência de fundo de escavação e erosão interna progressiva. Em margens de igarapés, a situação é ainda mais crítica: a variação sazonal do rio Negro, que em 2024 ultrapassou 27 metros na régua do porto, inverte o gradiente hidráulico em questão de dias. O ensaio Lugeon executado em vários estágios detecta zonas de fratura que o Lefranc não alcança, e o dado alimenta modelos de fluxo que preveem a vazão de infiltração na pior combinação de nível d'água.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 14545:2021 – Determinação do coeficiente de permeabilidade em solos (Lefranc), ISRM Suggested Method for Lugeon Test (1988), ABNT NBR 6484:2020 – Sondagens de simples reconhecimento (apoio ao ensaio), Eurocode 7 (EN 1997-1:2004) – Investigação geotécnica em maciços rochosos

Serviços técnicos associados

01

Ensaio Lefranc em solo

Medição de k em trecho isolado de sondagem, com carga constante ou variável. Ideal para definir parâmetros de rebaixamento e drenagem em solos saturados da região de Manaus.

02

Ensaio Lugeon em rocha

Ensaio de injeção de água em maciço rochoso com cinco estágios de pressão. Captura abertura, fechamento e colmatação de fraturas em arenitos da Formação Alter do Chão.

03

Perfil hidrogeológico integrado

Combinação de SPT, CPT e ensaios de permeabilidade para gerar modelo 3D do fluxo subterrâneo, essencial em obras de contenção e escavações profundas.

04

Monitoramento de nível d'água

Instalação de piezômetros Casagrande e multinível para acompanhar a resposta do aquífero à variação sazonal do rio Negro e às atividades de obra.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma técnicaABNT NBR 14545:2021 (Lefranc) / ISRM (Lugeon)
Tipo de solo/rochaSolos saturados e rocha fraturada (arenito, argilito)
Coeficiente k medido10⁻² a 10⁻⁷ cm/s conforme estrato
Pressão máxima LugeonAté 10 bar (limitada pela fratura hidráulica)
Trecho ensaiado0,5 a 5,0 m isolado por obturador pneumático
Estabilidade do fluxoCritério de ±10% na vazão por 10 minutos
RegistroCurva pressão-vazão com estágios ascendentes e descendentes

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede permeabilidade em solos, com carga constante ou variável em trecho isolado do furo. O Lugeon aplica injeção de água sob pressão em maciço rochoso fraturado, registrando a curva pressão-vazão para interpretar o comportamento das fraturas.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Manaus?

O ensaio Lefranc ou Lugeon em Manaus parte de $100.000 por ponto, incluindo mobilização, execução e relatório técnico. O valor final depende da profundidade, número de trechos ensaiados e acessibilidade do furo.

Em que fase da obra devo solicitar o ensaio de permeabilidade?

O ideal é executá-lo durante a campanha de sondagens de projeto, logo após a identificação do nível d'água. Em Manaus, recomendamos agendar na estiagem (agosto a novembro) para garantir o contraste hidráulico nos estágios do Lugeon.

O ensaio Lugeon é obrigatório para barragens na região de Manaus?

Sim, a ABNT NBR 14545 e as diretrizes do ISRM exigem ensaios Lugeon em maciços rochosos de fundação de barragens. Na Formação Alter do Chão, o ensaio é crítico para dimensionar cortinas de injeção e prever perdas d'água pelo embasamento.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Manaus e sua zona metropolitana.

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