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Ensaio SPT em Manaus: investigação geotécnica para terrenos amazônicos

O solo de Manaus esconde camadas que enganam até quem tem décadas de obra. A cidade está assentada sobre os sedimentos areno-argilosos da Formação Alter do Chão, com intercalações de lateritas concrecionárias que aparecem sem aviso nos bairros da zona centro-sul. O lençol freático aqui costuma estar entre 2 e 5 metros de profundidade — às vezes menos nas áreas de igarapé aterrado, como na Bacia do Educandos. Fazer o ensaio SPT sem conhecer essas particularidades é perfurar no escuro. O Standard Penetration Test fornece o índice Nspt metro a metro, permitindo que o engenheiro responsável correlacione a resistência do solo com a pressão admissível da fundação. Em campanhas maiores na zona industrial, o resultado do SPT é frequentemente confrontado com parâmetros obtidos em ensaios de permeabilidade in situ para prever o comportamento do rebaixamento do lençol antes da escavação.

O índice Nspt em Manaus pode variar de 0 em solos moles de igarapé a mais de 50 golpes em lateritas concrecionárias, tudo dentro do mesmo terreno.

Metodologia e escopo

O equipamento que chega ao terreno em Manaus precisa ser leve o suficiente para acessar ruas de piçarra e resistente à abrasão das areias quartzosas locais. Utilizamos torre de perfuração montada sobre tripé metálico, com martelo padronizado de 65 kg e queda livre de 75 cm conforme a ABNT NBR 6484:2020. A perfuração avança com circulação de água — recurso que é tanto uma vantagem quanto um desafio, porque a presença de argilas lateríticas pode fechar o furo se a lama não for bem controlada. O amostrador bipartido padrão (diâmetro externo de 50,8 mm) é cravado em três estágios de 15 cm, anotando-se o número de golpes necessário para cada etapa. Em terrenos com matacões de laterita ferruginosa, comuns na Ponta Negra, o ensaio pode encontrar impenetrável antes do esperado, e aí a conversa técnica passa a incluir a necessidade de sondagens rotativas para atravessar o material cimentado.
Ensaio SPT em Manaus: investigação geotécnica para terrenos amazônicos

Considerações locais

Acompanhamos uma obra de galpão logístico no Distrito Industrial onde o relatório preliminar indicava Nspt acima de 15 a partir dos 4 metros. A construtora dimensionou sapatas com tensão admissível de 0,25 MPa e tocou a obra. O que o furo não viu foi uma lente de argila mole com Nspt igual a 2 que apareceu justamente sob o pilar do canto, onde a sondagem anterior havia ficado 8 metros deslocada. O recalque diferencial trincou o piso em menos de seis meses. O ensaio SPT é pontual — ele representa o ponto exato onde foi executado, e interpolar entre furos sem densidade suficiente de investigação é o erro mais caro que vemos repetido na região. A NBR 8036 recomenda um furo a cada 200 m² de projeção, mas em terrenos com históricos de aterro sobre igarapé, a malha precisa ser mais fechada.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 6484:2020 - Solo — Sondagens de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 8036:1983 - Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios, ABNT NBR 6122:2019 - Projeto e execução de fundações

Serviços técnicos associados

01

Sondagens rotativas com ensaio SPT

Quando o amostrador padrão encontra impenetrável em laterita ou matacão, a sonda rotativa assume com coroa de widia e barrilete para continuar a investigação em profundidade.

02

Ensaios de permeabilidade in situ

Determinam o coeficiente de condutividade hidráulica em furos de sondagem, essencial para projetos de rebaixamento de lençol freático em terrenos próximos a igarapés.

03

Ensaios de granulometria e limites de Atterberg

Caracterizam as frações de areia, silte e argila dos solos da Formação Alter do Chão, complementando a classificação tátil-visual do SPT com dados de laboratório acreditado.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica adotadaABNT NBR 6484:2020
Massa do martelo65 kg ± 1%
Altura de queda750 mm ± 10 mm
Diâmetro do amostrador50,8 mm (externo) / 34,9 mm (interno)
Intervalo de cravação3 × 150 mm (N = soma dos 2 últimos estágios)
Profundidade típica em Manaus6 a 20 m (até impenetrável ou limite da sonda)
Registro complementarNível d'água a cada metro de avanço

Perguntas frequentes

Qual o valor de um ensaio SPT por metro em Manaus?

O preço de referência para o ensaio SPT na região metropolitana de Manaus gira em torno de $100.000 por metro linear perfurado, considerando mobilização de equipe e equipamento dentro do perímetro urbano. Esse valor pode variar conforme a profundidade total da campanha, a dificuldade de acesso ao terreno e a necessidade de deslocamento fluvial para comunidades ribeirinhas.

Com quantos metros de profundidade se costuma parar o furo em Manaus?

A profundidade de parada segue o critério da ABNT NBR 6484:2020: o furo termina quando atinge a camada impenetrável ao amostrador padrão ou quando o índice Nspt é superior a 25 golpes nos últimos 3 metros consecutivos. Em Manaus, isso costuma ocorrer entre 8 e 18 metros nos bairros sobre a Formação Alter do Chão, mas em áreas de igarapé aterrado a sondagem pode ultrapassar 25 metros até encontrar material competente.

O ensaio SPT define o tipo de fundação que devo usar?

O ensaio SPT fornece o parâmetro de resistência (Nspt) que o engenheiro projetista utiliza para calcular a tensão admissível do solo e escolher entre sapata, radier ou estaca. O ensaio em si não decide a fundação — ele entrega os dados de entrada para o projeto geotécnico. Em Manaus, é comum que o SPT indique a necessidade de estacas escavadas quando camadas moles de igarapé aparecem nos primeiros metros do perfil.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Manaus e sua zona metropolitana.

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